O consumo máximo de oxigênio e o limiar anaeróbio são considerados importantes indicadores da capacidade cardiorrespiratória. Neste estudo, o VO2max aumentou em resposta ao treinamento de força no GE, sugerindo que este protocolo de treinamento de resistência de força é benéfico à potência aeróbia máxima. Entretanto, o limiar anaeróbio, determinado pelo método ventilatório e que é um importante indicador da capacidade aeróbia submáxima, se manteve inalterado depois de 12 semanas de treinamento de força no GE. O aumento do VO2max pode ser explicado devido ao protocolo de treinamento realizado, com alto número de repetições e curto intervalo entre as séries, sendo descrito como um treinamento de resistência de força com ênfase no metabolismo aeróbio, podendo acarretar altera- ções que proporcionam maior capacidade de captação de oxigênio pelos músculos
Acreditamos que outros estudos são necessários para investigar os efeitos do treinamento de força na capacidade cardiorrespiratória de mulheres, usando diferentes protocolos de treinamento de força. No grupo experimental foram observadas diferenças significantes na composição corporal. A análise das variáveis antropométricas mostrou aumento significante na massa magra, além de diminuição significativa no percentual de gordura e gordura corporal no GE. A composição corporal por dobras cutâneas é determinada por um mé- todo duplamente indireto, de modo que os valores de percentual de gordura, gordura corporal e massa magra são estimados. Sendo assim, o aumento na massa magra encontrado sugere hipertrofia muscular, adaptação induzida pelo treinamento, sendo esta hipótese reforçada pelo resultado do percentual de gordura, que mostrou importante redução, mesmo sem mudança significante na gordura corporal. Entretanto, não se pode afirmar que houve hipertrofia de fato, já que os valores da composição corporal são estimados. As mudanças encontradas na composição corporal neste estudo corroboram outros estudos que também relataram mudanças na composição corporal, pela avaliação das dobras cutâneas, em resposta ao treinamento de resistência de força em mulheres(27-29). A força muscular do GE aumentou, comprovada pelos testes de 1RM que apresentaram diferenças significativas em todos os exercícios na comparação com o GC. Esses resultados sugerem que o protocolo de treinamento com exercícios resistidos foi efetivo no aumento da força muscular. A melhora da força muscular em mulheres em resposta ao treinamento de força era esperada; os aumentos encontrados neste trabalho são similares aos de outros estudos com mulheres.
estudos publicados:Thiago Mattos Frota de Souza1 Marcelo de Castro Cesar1 João Paulo Borin1 Pamela Roberta Gomes Gonelli1 Ricardo Adamoli Simões1 Maria Imaculada de Lima Montebelo2 1. Núcleo de Performance Humana – Curso de Educação Física – Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) – São Paulo – Brasil. 2. Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza – Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) – São Paulo – Brasil. Endereço para correspondência: Thiago Mattos Frota de Souza, Rua Padre José Conceição Meirelles, 30 – 13418-390 – Piracicaba – São Paulo, Brasil. Tel.: (19) 3425-1641. Celular: (19) 9669-1049. E-mail: thiago_mfs@hotmail.com Submetido em 19/10/2007 Versão final recebida em 05/05/2008 Aceito em 05/07/2008
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